Pierrot

Pierrot
la tristesse

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Poesia contra a máquina




Da frieza da lâmina
O desejo e o sangue
São um só corte.
Da lembrança de mais uma guerra
Outra ferida para esquecer
Ou lembrar, ou sanar
Ou uma impossibilidade.
O eu que não sou
Como o ensejo potencial irrealizável.
Do inexequível já a ruína
E, para os que troçam, outra dúvida
De um jamais tão cotidiano
Já a sombra sem a luz
O som de antes do silêncio
Uma vida para temer:

O hebreu disse não!
Espártacus disse não!
Dandara disse não!
O terrorista disse não!
O anti-mídia, com certeza, dirá não!
E talvez algo mude.

Em frente à tevê
Enfrente a tevê.

____________________________________

" Toda pessoa corre o risco de se tornar
bode expiatório da Globo. "

( inscrição num muro no centro de Santo André )

Nenhum comentário:

Postar um comentário