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Muros
Aí está o futuro que profetizei!...
E por dar medo,
Eles entraram na minha casa
E rasgaram os meus poemas
Que foram, outrora,
O único obstáculo
Às suas bombas e fuzís.
Digam-me que não sou poeta
E matem-me,
Cortem-me a cabeça
E, cada gota de sangue que pingar
Falará desta paz que advogo!
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