quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A noite dos desesperados
Brindaram,
Com mãos ainda ensanguentadas,
Este amor insano
Que nasceu de forma errada!
As roupas negras sujas
Escondendo seus medos;
Eles, covardes antropófagos
Deliciam-se, chupando os dedos.
Vamos embora,
Aí vem os soldados.
Vamos, vamos embora,
Já estamos saciados.
Bebamos o licor
Dos filhos dos santos...
Aos deuses de aço
Ficará o espanto.
Vamos embora,
Vamos dormir!
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