Pierrot

Pierrot
la tristesse

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Amar como penitência



Naquele triângulo de amor amaldiçoado
Cada um sobrevive como pode.
Três corações partidos em um...
Por um capricho sombrio:
Ela, com o seu jeito mórbido,
Atraiu para si dois tolos,
Incautos com os seus próprios sentimentos,
Que agora, como condenados ao purgatório,
Lançam cantilenas perturbadoras
Ora a Deus, ora ao Diabo,
Que os liberte deste jogo perverso.
O pranto deles soa como guizos horroríssonos
Que nos fere alma e ouvidos.
E as lágrimas que caem ao chão
Secam até mesmo aos espinhos e daninhas.
A maldição dos amantes:
Furor, libido e solidão.
Quantos amores já não morreram
Por medo de tal destino?
Eu os vejo como crianças puras.
O que fazem aos seus corações
É que desertificou o vale
Onde habitavam pacificamente os seus espíritos.
E seguem as suas vidas secas
Penitenciados,
Amando a um e odiando ao outro.



Nenhum comentário:

Postar um comentário