sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Por um instante de alento
Eu sou o poeta do tédio.
Há dias não alço voo.
A normalidade acorrentou-me a mim
E se abro as portas
Não consigo sair
E se saio, a minha alma fica
E não posso visitar as dimensões
De onde emana a inspiração,
De onde me acode o gênio.
Mudar, mudar.
As mãos cheias de sonhos...
De uma geração tudo dorme.
A indiferença já não alimenta;
A verve se rebelou da rebeldia:
Uma força sem direção.
Agora, sem forças,
Sou dirigido ao Não-Ser.
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