sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Conto-de-Fadas Terminando
Um gozar maldito, igual à dor.
...E sentir na face fria o teu toque
Como ferramenta de iludir;
E morder o lábio, acalorado pelo beijo,
E o corpo, estremecendo contigo,
Queima e gela,
Até a saliva tornar-se fel.
Que solidão é esta?
O que foi que eu fiz?
Às vezes dá vontade de te abraçar,
Pedir desculpas pela confusão.
A ilusão no sonho...
A agonia na insônia...
É duro ser deixado para esquecer.
Vá embora!
Farei de conta que nunca esteve aqui.
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