Estou em guerra com a fome.
Trincar dentes é meu brado
E a minha arma;
Comer a minha própria carne
Foi minha vingança.
Mostro meu esqueleto como estandarte:
Não chorei, não clamei.
Às favas com a tua piedade!
A tua pena é covardia,
Medo de me enfrentar!
Qual é a tua arma?
Cadê tua coragem?
Olha pra mim,
Combate-me com o olhar (ao menos)
E vê como eu morro
- De pé -
E diz se sou escassez
Ou se me fartei de tudo!
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