Tiros que escurecem como noite eterna,
Os clarões de nossas bombas estúpidas
E a cegueira dessa juventude enferma.
Agora eles trazem estampadas no peito
As coisas que dizem abominar:
Mundo imperfeito!
Tudo o que temos são essas guerras mercenárias,
A juventude e suas drogas;
Não sabemos mais quem são nossos filhos.
Quem tem amor para dar, que dê.
Eu tenho sangue para vender
Nas páginas de revistas e bancas de jornais:
É a sua fatia no inferno "Du Congo".
Cante Povo dos Terreiros!
Faça um reggae urgente,
Faça tocar os tambores,
Encha a noite com todas as cores
E traga a minha juventude perdida
De volta à razão,
Ou então,
Faço parar o mundo
Enquanto escolho palavras suaves
Para o meu livro.
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Primeiro poema do meu primeiro livro (homônimo),
inspirado em "O Mirante",
de Ferreira Gullar.

No quadro acima está o meu Mirante.
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