Pierrot

Pierrot
la tristesse

sábado, 14 de julho de 2012

Última esperança morta


Sinto às vezes uma vontade enorme
De não ser compreendido.
Não ficarei bem, mas suportarei.
O resto é contar as horas,
Esperando o último milagre possível,
Como um anjo decaído
Entregando a sua auréola.
Não há nem um sonho
Para alimentar esta loucura
E o contrato cego dos que acendem a noite
Existirá no âmago
Da escravidão congênita
Para a qual fomos educados
E,
Mais esforço do que fizmos pela liberdade
Fazemos presentemente
Para volvermos à servidão.

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