sábado, 14 de julho de 2012
cara-de-paisagem
Eis que chegam os ventos outonais
E mudam toda a paisagem.
Espero que estes ventos mais amenos,
Que derrubam as folhas,
Não gelem meu coração.
Vendo as nuvens indo a outra direção
Percebo que só a minha tristeza persiste,
Mudem os ventos o que mudarem.
E nem é mais a juventude,
Com a sua ânsia de viver,
Nem é esta mágoa da vida,
Que levarei ao túmulo.
Os sonhos, outrora perdidos, voltaram,
Cada um mais ilusório,
Cada um mais colorido.
Todos os meus sonhos reverdeceram.
Por hoje, eu só preciso do pequenino milagre
Que me fará adormecer.
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