Pierrot

Pierrot
la tristesse

sábado, 3 de abril de 2010

Metrópoles Virtuais



Nas grandes metrópoles, as vidas empilhadas:
É muita coisa para explicar o nada!
Eu bato a cabeça nos vidros das portas,
Procuro uma saída, olhando para o meu interior
Onde há um vazio que já não sou eu.
As pessoas que passam apressadas
Me fazem sofrer como eu as faço
E somos vingados pela indiferença.
O barulho das ruas, o silêncio e a solidão das casas...
A televisão tenta mostrar a tal verdade,
Com sua luz hipnotizante e cegadora:
É o homem sitiado pelo homem!
Uma válvula de escape, um carro, a violência,
Mais uma droga para antecipar a morte.
E não nos conhecemos mais:
Eu e o meu ser - dois rostos estranhos na multidão -
Estranhos porque nunca olhamos para os outros.

Olhos invisíveis me vigiam
Como se eu fosse fugir de mim.




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