Ele invade as casas de outros,
Perambula por bares e sarjetas,
É conviva de covís e conluios:
O poeta é hóspede indesejado no mundo!
Ele está sempre mudando tudo,
Zombando e praguejando
Contra as unânimes assembleias gerais
Dos homens nobres e comuns,
Ferindo-lhes a dignidade constituída.
É banido de tantos lugares
Que não causaria espanto
Se um dia fosse exilado na lua, ou em plutão,
Lançado no espaço sideral
Para ser desintegrado pelo vácuo,
Tragado por um buraco-negro;
Para o diabo que o cale!
- Ah, qualquer lugar que não seja o paraíso,
Mas bem longe deste inferno! - diria ele.
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