
O "pra sempre"
é a primeira ilusão que perdemos.
Tudo o que construímos,
cedo ou tarde,
queiramos ou não,
prestos trataremos de destruir.
Assim foi com as pontes,
as asas, os barquinhos de papel,
e por fim, com os sonhos:
Quando tudo acabou!
Naquela manhã, olhei o céu
e não mais conseguindo
formar imagens inimagináveis
de criaturas espetaculares,
brincando com as nuvens,
percebi que havia perdido
a segunda inocência:
foi quando tudo acabou!
como se fosse eu homem natural.
Seguindo adiante,
revelou-se um enorme vazio
dentro de mim.
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