ao poeta Elias Donizete Dacal da Costa, amigo.
Este rosto no espelho
Já não te diz a verdade.
A tua embriaguez é morte
Mas não abrevia tua dor...
Tu foges!
Mas, na casa vazia,
De quem tu foges?
Há uma prisão
Em cada rua,
Há muros na tua sala
Que as tuas asas não transpõem...
Outro gole
Não afastará o frio;
Pular desta ponte
Vai dar no mesmo rio!
Agora pegue o baixo
E toque um blues;
Volte a viver:
Pular deste prédio

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