Pierrot

Pierrot
la tristesse

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Veneno na Letra


Quando os saraus tratam a poesia tão atropeladamente,
O palco expande-se ou reduz-se a púlpito e palanque,
Do qual o tal poeta
Se presta a repetir modismos em voga
E a recitar poemas fingidos e alienados
Anti isto e pró aquilo que esteja em pauta,
Seja lá o que isto for...

... Num mundo onde tudo é 

Pró, 
Pós, 
Pré, 
Néo

E incorporou-se o Anti como fiel, 
Nada mais é o que é ou poderia vir a ser, 
Escrevo uma poesia sem lugar no mundo,
Neste mundo de palcos, púlpitos e palanques
E pessoas com voz de ventríloquo, sob cordas de marionetes...

... Fico calado,
Enquanto procuro um lugar para gritar:

Salve lindo poema sem esperança!


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