Pierrot

Pierrot
la tristesse

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Verdade Filosoficamente Exposta



É preciso lembrar que poetas também esbarram em certos limites
Não tenho mais nada a acrescentar com a minha poesia
Os tempos exigem homens de ação
Eu, ou coloco em prática ou posso rasgar tudo que escrevi
A poesia, como a reza,
Pode até enganar a fome por um tempo
Mas o engano logo se desfaz
“Belo poema, Zezinho!
Mas, como já disse um seu colega:
Tem gente com fome.
Você teria uma gravata borboleta
Para me emprestar?”
Temos potencial para muito mais, entretanto, não agimos
Nossos egos se contentam
Com o que fazemos e só nós vemos.
Nossa esperança é apenas o culminar do desespero acomodado.
Somos a geração letárgica,
A primeira a se dispor mudar o mundo
A partir da acomodação.

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