segunda-feira, 7 de maio de 2012
Descartes morreu
De vez em quando
Paro para escrever um verso.
O tempo do poeta
É infinito vezes tempo ao quadrado,
E a conta nunca fecha.
Porque Cronos - Deus-Relógio -
Brinca de multiplicar
O tempo por eternidades,
Deixando sem orientação
Quem faz contas de mixarias,
Quem disperdiça a vida
Contando as horas,
Vivendo, e só!
Sem tempo de viver
Ou tentando atropelá-lo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário