Como poeta,
Também eu me refugio na
fantasia.
No entanto, até este meu
devaneio
Cumpre um papel social.
Defendo que todos tenham fantasias,
Cada um tenha a que melhor
lhe aprouver,
Sem matar a do outro
E sem matar a realidade.
Fiz isto na infância
- minha fase mais sábia,
madura e criativa –
O horrível foi ver
A massificação impositiva
disto,
Uns matando a fantasia de
outros
E negando a realidade,
Apunhalando quem tentava
Entendê-la, suportá-la e
mudá-la.
Nenhum comentário:
Postar um comentário