Pierrot

Pierrot
la tristesse

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Parábola




Como poeta,
Também eu me refugio na fantasia.
No entanto, até este meu devaneio
Cumpre um papel social.
Defendo que todos tenham fantasias,
Cada um tenha a que melhor lhe aprouver,
Sem matar a do outro
E sem matar a realidade.
Fiz isto na infância
- minha fase mais sábia, madura e criativa –
O horrível foi ver
A massificação impositiva disto,
Uns matando a fantasia de outros
E negando a realidade,
Apunhalando quem tentava
Entendê-la, suportá-la e mudá-la.

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