sexta-feira, 22 de abril de 2016
Benjamim Franklin, ou o mito da caverna de neon
Numa Era de escuridão,
Sempre que soava um trovão,
Dizia-se que deus estava martelando,
Sempre que caia um raio
Era um deus irado punindo a humanidade
E rezava-se, ajoelhado, para acalmá-lo.
Ben pôs-se de pé, curioso.
Engenhoso, soltou algumas pipas...
E zás! Temos eletricidade!
Com ela vieram o computador e a tv.
E nos pusemos diante do pc,
Olhando, por horas a fio, solitários,
Isolados do "mundo material",
E erigimos em nossas casas
Um altar à televisão
E a obedecemos cegamente.
Pobre Benjamin Franklin!
Compreendeu fenômenos e trouxe-os à luz.
Mas há mistérios incompreensíveis:
Quem crê na ignorância permanece na escuridão.
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