Pierrot

Pierrot
la tristesse

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Poesia Depois de Auschwitz


Quem perdeu a paz, me avise...
Talvez esteja comigo.
Não há problemas no futuro:
O beijo jogado, a brasa na pele
- gado marcado e conformado -
A televisão compra uns,
Outros pagam muito caro...
Não há poesia de chumbo!
A novela nos acalmou,
Os poetas trabalham para a mídia
E a mídia envenena o quanto vende;
A juventude aderiu à moda
E a moda é uma camisa de força...
Vestir é só por vestir,
Cortar o cabelo, e pintar,
Um colorido sem luz,
E as luzes cegam o quanto brilham;
A caverna cibernética é o refúgio da solidão.
Índios - computadores por apitos.
Negros - a cultura do cabelo liso.
Feiura ou beleza transformadas em plástico,
E o plástico degenera por dentro...
No íntimo...
Estamos cansados e só reagimos para não mudar
a ordem que traz o comodismo de paz.
A guerra venceu, finalmente!
E não fazer guerra nos mata, calados e quietos:
A paz nos venceu!... E agora?

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