Sempre que tento
Entrar no paraíso
Da poesia,
Alguém me exige
Uma palavra-mágica
Que eu não encontro.
Então, me inquirem
Sobre o rastro sanguíneo
Atrás de mim
E respondo
Que não é meu.
E me advertem que,
Enquanto o sangue for meu,
Nem a chave certa
Me abrirá o portal...
E volto,
Para estancar cortes
De corações alheios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário