Pierrot

Pierrot
la tristesse

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Insurreto Ressurreto


Eu quis mentir para mim mesmo.
Mas, tão entorpecido,
Acabei pensando a verdade.
Negros, Índios, Brancos...
Quem sou eu no Brasil?
Produto e consumidor, poeta e bárbaro,
Trago estampado n`alma
Um deus que me joga sobre os ombros
Uma cruz que ele mesmo criou
Para sua própria maldição.
Não posso amar porque o amor aprisiona
Quando deveria libertar;
Não posso odiar, pois o ódio liberta
E a liberdade é condenável.
Eu não posso nada!
Só ajoelhar.
Entretanto, prefiro morrer a dobrar os joelhos
Depois de vencer a mim mesmo
Na mais dura de todas as batalhas.
Venci o que eu era e deus morreu
Pois só existia nas mentiras que contei
Coa finalidade de agradar aos outros,
E os outros já estavam mortos!
Agora, só preciso ressuscitar-me para mim
E mudar o pouco que restou de mundo.

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