domingo, 9 de março de 2014
Pacifismo Cínico
Eu sou um amante da paz
E não me sinto feliz em fazer a guerra,
Mas a guerra está aqui
E o momento exige que eu
Lance mão da força e da fúria
Do animal em mim,
Que destrua esta paz massacrante,
Ou serei pulverizado.
Eu andei escrevendo poemas.
No entanto, até as crianças do outro lado
Portam fuzis e me apontam baionetas caladas
Com ódio nos gestos e nas palavras...
Na verdade, eu enviei versos;
Eles me devolveram pedradas.
Quero esmagá-los sob os rochedos da minha vingança:
Um Menino sem escola pôs a espada em minhas mãos;
O Negro escravizado, o Índio dizimado;
O Homossexual morto a pancadas;
A Mulher que maria da penha não protege;
O sangue na periferia:
Munições e motivos suficientes para revidar.
Se eles o soubessem,
Se suicidariam antes que eu chegasse.
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