quinta-feira, 20 de março de 2014
flores na despedida
Depois da tempestade,
Uma rosa solitária
Desabrochou no meu quintal.
Tão solitária como eu
- E bela! -
Viva, vivíssima,
No meu quintal inséptil
Ou no meu coração,
Tão murcho!
Nos olhamos através da vidraça,
Pétreos e levitantes, os dois.
No dia seguinte,
O meu quintal desértico
Estava salpicado de flores
E o meu coração triste, seco,
Quis reencontrar a alegria de viver.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário