Pierrot

Pierrot
la tristesse

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Vendendo amor, comprando sonhos




Por uma simples realização de fantasias sexuais
Lembro-me ter ofertado os meus sonhos
E bens materiais.
Mas Smirna também queria ter prazer.
A princípio recusou,
Mas Smirna também precisava viver:
Foi quando levou tudo o que eu tinha,
Deixando garrafas vazias, rastros de camisinhas;
Levou meu dinheiro e meus sonhos.
Fui mais um negócio, eu suponho.
Um cara deu-lhe um carro,
Outro pagou-lhe muito, muito bem,
Ao final, deu-lhe um escarro.
Smirna debocha de todos eles.
Para ela não são nada,
Não faz distinção entre estes ou aqueles.
Mas Smirna também tem sentimentos,
Guardados sabe ela onde,
Trouxe-os ao meu apartamento.
Entrou e trancou as portas,
Fechou as janelas e abriu as pernas:
Tudo o que era meu estava de volta.
Deu-me carro, dinheiro e apartamento,
Fez distinção entre mim e os outros.
Em seguida fugiu, saiu por aí
Comprando quaisquer sonhos, vendendo seu corpo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário