Quem, como eu,
Está à frente da humanidade,
Pode se dar ao luxo
De caminhar bem devagar...
Arrastando os pés...
Fazendo pirraça...
Como se rumasse para uma cruz
Que não está sobre seus ombros
Nem tem já os braços abertos.
Nunca houve razão para ingerir
Estas drogas que tanto me aceleram
Como se eu tivesse pressa
De rejuvenescer e morrer.
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