quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
companhia para a longa jornada
E se eu sentir medo
e tentar devolver a dádiva intacta,
não fuja de mim,
não tenha medo,
acolhe-me em teu regaço,
faz-me criança, rejuvenesce-me dez anos
e eu te darei o carinho
que a solidão ensinou-me
enquanto esperava a tua aparição,
buscando a calma interior
para não assustar-me com o sonho bom.
Eu aprendi a gostar de mim
e devo estar pronto para o amor,
para a afeição sincera e duradoura
dos que habitam o paraíso
que se pode tocar do chão.
Acalma o meu coração
- este teu menino fiel -
rende a minha alma
e troco o florete por ramalhete
e mato a minha solidão
em teus braços.
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