Os meus demônios
nunca falam aos meus ouvidos.
Eles falam
à minha consciência
ou, mais romanticamente,
ao meu coração:
eles falam de dentro,
nunca de fora.
Falam de mim,
nunca do outro.
Os meus demônios
são demônios-interiores,
essência.
São, no mais das vezes,
a minha melhor metade.
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