Hoje, tomei fluoxetina e tiamina e,
Ouvindo pearl Jam,
Me vieram fragmentos de poemas que,
Sem um minuto para rascunhar,
Deixei maturar,
Para não contaminar a minha poesia
- O que me torna um monstro.
Num deles, alguém falou:
Canto uma solidão
Tão fantástica
Que não a troco por ninguém,
Não a divido com nada,
E, no entanto, choro!
A minha poesia
É a maior de todas as solidões
E, sós,
Somos as nossas melhores companhias.
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