segunda-feira, 11 de março de 2019
Julieta, Romeu e o Medalão
Foi aquele beijo.
Depois de tanta solidão,
Foi aquele beijo:
Cúmplice, ardente e sereno... o amor...
A quebra do encanto real...
Castigo.
Foi aquele beijo que os libertou
E os aprisionou no medalhão,
Lançado às águas,
Porque o amor dos outros é insuportável.
Ele forçou saída, saiu,
Respirou a superfície, sozinho. Voltou.
Ela não quis mais.
Trancou-se por dentro
E, agarrados à chave que separava seus mundos,
Ela afogou-se no vácuo,
Ele esvaziou-se nas águas
E Netuno, por maldição,
Ordenou às águas que engulam
Todos que tocarem a sua flor,
Que afundem tudo que flutua,
Que caía o que voa,
Que arraste o que mergulha ao profundo!
Para que se contemple Shakespeare submerso.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário