terça-feira, 29 de dezembro de 2015
DEUS DO NADA
Eu, poeta,
Por vezes escrevo de estalo,
A susto, em transe,
Sem me dar por isso.
A genialidade fica por conta de quem lê.
São estas pessoas poetisas e poetas;
Eu não!
Aí me proclamam tradutor disto e daquilo,
Representante de... sensível a...
E, orgulhoso, aceito.
Assim nascem gênios, heróis,
Santos, mártires:
Deuses do Vazio!
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